Cyber Ratoeira
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quarta-feira, novembro 28, 2012
segunda-feira, novembro 26, 2012
"A Paris de Chico Buarque" - 19/10/2012 - Digestivo Cultural - Marta Barcellos - Colunas
Sexta-feira, 19/10/2012
A Paris de Chico Buarque
Marta BarcellosSou vizinha de Chico Buarque, mas raramente o vejo. Nas poucas ocasiões, está andando na praia do Leblon ou descendo a pé a rua Igarapava. Sempre apressado. Já li que esse é o seu truque para não ser importunado, assim como usar roupas com as mesmas cores, que desvalorizam eventuais flagrantes dos paparazzi - vá provar que a foto não é antiga... Já em Paris, Chico caminha e caminha, frequenta cafés e se deixa ficar em livrarias, tranquilamente.
Pelo menos essa é a imagem que guardei dele depois de assistir algumas vezes ao DVD À flor da pele, de uma série retrospectiva sobre sua obra, no qual ele discorre sobre a temática feminina. Pois é: entre uma música e outra, entre uma "Tatuagem" e uma "Esse cara", Chico fala de seu encanto pela figura feminina, tendo Paris como cenário. Suspirem, mulheres, suspirem...
Dado esse primeiro contexto, entendam a minha decisão de, pela primeira vez na vida, abandonar a postura blasé de não-tiete, fruto talvez da dupla condição de jornalista e carioca. Eu já estava com viagem marcada para Paris quando o caderno de turismo do Globo, com estranha discrição, publicou um breve roteiro com dicas do artista sobre os lugares que frequenta na cidade, onde mantém apartamento. Consta que o correspondente Fernando Eichenberg, que assina a coluna, é amigo de Chico, o que explicaria a inconfidência e também o pouco destaque para conteúdo tão precioso.
Arranquei a página. Coloquei dentro do guia amarelado. Eu já tinha feito algumas viagens a Paris, e, dessa vez, queria fugir de roteiros que incluíssem torre Eiffel e Louvre. Sem dúvida, estava diante de uma oportunidade: ia conhecer a Paris de Chico Buarque. Por sorte, o hotel reservado ficava no bairro do Marais, onde boa parte das dicas se concentrava, bem como na região de St-Germain des Prés. Em destaque, o rio Sena, às margens do qual Chico passara alguns dias do último verão parisiense flanando - não solitariamente, como no DVD, mas ao lado da namorada Thaís Gulin, segundo o colunista/amigo que priva de sua intimidade (ou pelo menos privava, antes da exposição de seus lugares preferidos).
Tudo certo, roteiro e hotel escolhidos, faltava só acertar a estratégia com o adversário, digo, com o marido. Achei melhor deixar essa parte para depois das primeiras taças de vinho (da Borgonha, uma indicação reiterada de Chico) já em Paris, e comentei apenas ter comigo uma lista de pequenos museus e restaurantes próximos ao hotel. O plano deu certo: ele fez alguma "cara de marido" no começo, mas acabou aceitando, com resignação bem humorada (chegou a pedir mesa para três em um bistrô), a companhia de Chico Buarque durante nossa curta estadia.
A Paris de Chico se limita, basicamente, a um quadrilátero envolvendo as ilhas de la Cité e St-Louis e os primeiros quarteirões próximos às duas margens do Sena. Tendo como base algum ponto central deste polígono, e sendo bom andarilho, dá para fazer tudo a pé, com chapéu e cachecol, dependendo da época do ano. Só que estar hospedado neste miolo significa estar em um dos metros quadrados mais caros da cidade, ou seja, do mundo. O hotel, por mais modesto, será caro.
Graças ao onipresente metrô parisiense (que inveja), pode-se optar por hospedagem mais distante, com mais conforto. Particularmente, acredito que a boa localização vale cada euro em Paris. Além disso, para apreciar a gastronomia francesa à la Chico, há preços para todos os bolsos. O compositor/escritor sugere opções baratas e divertidas, como comer crepe na Rue du Temple, andando, ou quiche em um dos cafés da Place des Vosges e da Ile Saint-Louis. No almoço, ele costuma ir ao simpático La Tartine, na Rue de Rivoli 24, também com preços razoáveis, e esse o primeiro restaurante onde aportei, preferindo as opções da fórmula do dia (fui de camarão e Zé preferiu a carne) ao tartare de salmão recomendado por Chico (as entradas são seu prato francês preferido). Saímos satisfeitos, com a comida, o atendimento e a vizinhança.
Já o ritual do jantar pede um lugar mais sofisticado, soprou-me Chico ao ouvido. Mas era tarde demais quando adentrei o La Méditerranée, na Place de l'Odeon - eu de tênis e Zé com casaco acolchoado recém adquirido na H&M para enfrentar o frio inesperado. Apesar do horário antecipado e das muitas mesas vazias, fomos acomodados em um canto bem escondido, sem vista para a praça, sob olhares frios dos garçons. Resolvemos vestir a carapuça e economizar: pedimos o prato (peixe) e a taça de vinho mais baratos do cardápio, depois de recusar a entrada. E ainda dividimos a sobremesa. Fazer o quê: estava tudo delicioso e, pasme, farto.
Mas se você for ao outro restaurante indicado por Chico para o jantar, o aconchegante Le Petit Pontoise, não se preocupe com a indumentária. Trata-se daquele típico bistrô parisiense servido pelos donos, apertado e barulhento, com comida caprichada e sem maiores frescuras. Não é barato, dessa vez chegamos tarde e enfrentamos uma pequena fila, mas mesmo assim valeu a pena. Na volta, atravessando a Pont de la Tournelle, com a Notre Dame iluminada ao fundo, e aquecida pelo vinho da Borgonha, pensei: valeu, Chico!
A Place des Vosges, no Marais, recomendada para uma breve quiche, era pertinho do meu hotel, por isso tive a oportunidade de explorá-la mais de uma vez. Com certeza Chico não vai àquele recanto adorável apenas para comer quiche: no calor, é irresistível espalhar-se pelos gramados ou bancos da praça, só para apreciar a arquitetura simétrica dos prédios ao redor, com arcadas intactas há 400 anos. Debaixo delas, que formam um quadrado perfeito, estão escondidos não só cafés e restaurantes como galerias de arte maravilhosas. É caminhar e caminhar.
No passeio completo pelas arcadas descobrimos a Maison de Victor Hugo, museu instalado em um dos apartamentos onde o escritor morou, em frente à praça. Um bom pequeno museu, e de graça. Mas o autor de Os miseráveis não está entre os escritores franceses de Chico. No bate-bola com o correspondente do Globo, ele destaca como leituras preferidas as duas primeiras obras de Céline (que, pressuponho, sejam os livros Viagem ao fundo da noite e A igreja), O estrangeiro, de Albert Camus, e A espuma dos dias, de Boris Vian.
Como não tinha tempo para explorar vestígios dos escritores preferidos de Chico em Paris, acabei me contentando, no campo da tietagem literária, com o passeio pelos aposentos de Victor Hugo (que escrevia em pé, em uma escrivaninha alta) encontrados ao acaso, e também os de Marcel Proust. Mais que isso, confesso ter tirado um exagero de fotos da mobília e dos objetos do quarto onde Proust se trancafiou para escrever Em busca do tempo perdido. Como assim Chico não gosta de Proust?
O quarto de Proust, na verdade, está reconstituído no Museu Carnavalet, que mostra a história de Paris e não foi lembrado por Chico nas indicações. Precisei incluí-lo no passeio por minha conta, diante da dificuldade de me ater à sua lista. O seu museu preferido (aonde vai "sempre") é o Picasso, que estava fechado para reforma. Para levar as netas, ele gosta do Museu da Mágica e da Fechadura, que não me pareceram atraentes sem criança a tiracolo. Por fim, havia suas sugestões de museus para serem apreciados pela arquitetura. As dicas estavam um tanto cifradas, talvez por conta de sua intimidade com os locais. Por exemplo: museu Beaubourg é como os parisienses chamam o Georges Pompidou, meu velho conhecido mas que imaginei ser outro, menos turístico. Quando ele se referiu a um museu do Mundo Árabe, falava do prédio do instituto, um projeto do arquiteto Jean Nouvel realmente muito interessante.
Mas eu não queria só apreciar fachadas. Além das dicas buarquianas, a ideia era realmente seguir a rota dos pequenos museus de Paris, discretos e sem multidões de turistas; e indiretamente Chico acabou me apresentando um deles. Ao destacar como seu local preferido a Place de Furstenberg, em Saint-Germain, me fez descobrir o museu Delacroix, situado no número 6. A praça é na verdade um pequeno largo, sem jardins ou bancos, mas faz parte de um conjunto de ruelas adoráveis do bairro, e costuma abrigar filmagens por causa da discreta localização.
Que maravilha é conhecer o trabalho de um artista na intimidade de sua casa, de seus móveis e objetos, como se fosse um convidado, e não um turista no meio da multidão, como é comum na Europa. Com certeza, Chico já visitou a casa de Eugène Delacroix, mas compreensivelmente prefere Picasso... No roteiro, ele destaca também, entre suas referências francesas, a atriz Jeanne Moreau, o filme Acossado e o cantor Jacques Brel, que na verdade era belga.
Talvez Chico converse sobre Jean-Luc Godard e Picasso com a namorada de cabelos cor de abóbora, sem idade suficiente para tanta Paris, aproveitando o fim de noite na Bastilha - outro lugar citado. Ou talvez tenha guardado seus verdadeiros tesouros parisienses só para ela, enquanto despista as fãs por outras trilhas. Não importa. O blues, ou melhor, a crônica, já valeu a pena.
Marta Barcellos![]()
Rio de Janeiro, 19/10/2012
"A Paris de Chico Buarque" - 19/10/2012 - Digestivo Cultural - Marta Barcellos - Colunas
quinta-feira, novembro 22, 2012
'Desaparecimento' de ilha no Pacífico intriga cientistas - Ciência - iG
Expedição não localizou ilha entre a Austrália e a Nova Caledônia que é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Earth
BBC | 22/11/2012 09:32:26
BBC
Imagem mostra ilha deserta próxima à costa da Tanzânia, no sudeste da África
Um sonho comum à maioria dos exploradores e desbravadores ao longo da História tem sido encontrar territórios desconhecidos, mas na Austrália, uma equipe de cientistas fez exatamente o contrário: eles identificaram uma ilha que não existe.
Conhecida como Sandy Island, a massa de terra é listada por cartógrafos em atlas, mapas e até no Google Maps e no Google Earth, onde está localizada entre a Austrália e a Nova Caledônia (governada pela França), no sul do Pacífico.
Mas, quando o grupo de cientistas decidiu navegar para chegar até ela, simplesmente não a encontraram.
Para o Serviço Hidrográfico da Marinha da Austrália, responsável pelas cartas náuticas do país, uma das possibilidades é que tenha ocorrido falha humana e que esse tipo de dado deveria ser tratado "com cautela" ao redor do mundo, já que alguns detalhes são antigos ou simplesmente errados.
Leia mais: Novo vulcão de lama entra em erupção no mar da ArábiaDe acordo com Maria Seton, uma das cientistas que integra a equipe, a ilha aparece como Sable Island no Times Atlas of the World e o Southern Surveyor, um navio de pesquisa marítima australiano, também afirma que ela existe.
Mas, quando decidiu navegar rumo ao local, a embarcação também não avistou nada.
"Nós queríamos checar, porque as cartas de navegação à bordo do navio mostravam uma profundidade de 1.400 metros naquela área, algo muito profundo", diz Seton, da Universidade de Sidney, após a viagem de 25 dias.
"Ela está no Google Earth e em outros mapas e por isso fomos checar, mas não havia ilha alguma. Estamos realmente intrigados. É bem bizarro. Como ela apareceu nos mapas? Nós simplesmente não sabemos, mas estamos planejando ir a fundo e descobrir", acrescentou.
Teorias da conspiração
O tema também ganhou as redes sociais. No Twitter, o usuário Charlie Loyd disse que no Yahoo Maps e no Bing Maps a ilha também consta como Sandy Island, mas que ao fechar o zoom, o território desaparece.Teorias conspiratórias entre os internautas apontam para um possível "truque" de cartógrafos, que incluiriam territórios falsos em seus mapas para saber quando alguém está tentando roubar seus dados.
Outros dizem que o serviço de hidrografia da França já havia identificado que a ilha não existia e tinha solicitado que ela fosse apagada de mapas e cartas náuticas ainda em 1979.
Em resposta à polêmica, o Google disse que recebia com bons olhos o feedback dos cientistas a respeito do mapa.
"Nós trabalhamos com uma ampla gama de fontes de dados comerciais e de pessoas respeitadas para levar aos nossos usuários os mapas mais atualizados e ricos em detalhes. Uma das coisas mais empolgantes sobre mapas e geografia é que o mundo é um lugar em constante transformação, e manter-se por dentro dessas mudanças é um esforço sem fim", disse um porta-voz da empresa.
'Desaparecimento' de ilha no Pacífico intriga cientistas - Ciência - iG
sexta-feira, novembro 16, 2012
quinta-feira, novembro 15, 2012
Zona do Euro entra em recessão após PIB cair 0,1% no terceiro trimestre
Eurostat indica recessão na região pela segunda vez em três anos e confirma também recessão na Espanha, quarta maior economia da União Europeia
AFP
15/11/2012 09:33:54
A zona do Euro está oficialmente em recessão, pela segunda vez em três anos, ao registrar uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,1% no terceiro trimestre deste ano, segundo os dados publicados nesta quinta-feira pelo escritório de estatísticas europeu, que também confirmou recessão na Espanha. No país, o PIB retraiu 0,3% no terceiro trimestre.
ASSOCIATED PRESS/AP
Crise na Europa: Manifestantes saíram às ruas nesta semana durante a segunda grande greve em oito meses em Portugal"Durante o terceiro trimestre do ano, o PIB caiu 0,1% na Eurozona", indicou a estimativa do Eurostat. Os técnicos definem uma recessão quando são registrados dois trimestres consecutivos de contração da atividade econômica. Os dados que mostram queda no PIB da zona do Euro e da Espanha se referem à comparação com o segundo trimestre de 2012.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,2% em outubro ante setembro e avançou 2,5% na comparação com outubro de 2011, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela agência oficial de estatísticas da zona do euro, a Eurostat.
Em setembro, o CPI do bloco de 17 países europeus registrou alta anual de 2,6%. O Banco Central Europeu (BCE) tem meta de inflação anual de menos de 2,0% e prevê que a taxa desacelerará para este nível ao longo de 2013.
Países em crise
Na Espanha, quarta economia da união monetária, o PIB registrou uma queda de -0,3%, segundo a Eurostat, coincidindo com os números divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) espanhol. Em ritmo interanual, a contração do PIB da Eurozona foi de 0,4%, indicou a Eurostat.
A economia da Itália teve uma contração bem menor do que se esperava no terceiro trimestre, recuando 0,2% em relação ao trimestre anterior, segundo dados divulgados hoje pelo instituto nacional de estatísticas Istat.
O número preliminar, ajustado por fatores sazonais e pelo número de dias úteis, veio consideravelmente melhor do que a queda de 0,5% prevista por 16 economistas consultados pela Dow Jones.
Na comparação anual, o Produto Interno Bruto (PIB) italiano encolheu 2,4% no terceiro trimestre, informou o Istat. Economistas previam um declínio anual maior, de 2,8%. O Istat também revisou o dado do PIB para o segundo trimestre ante o trimestre anterior, para queda de 0,7%, de uma contração anteriormente estimada em 0,8%.
Alemanha desacelera
A Alemanha registrou desaceleração do crescimento econômico no terceiro trimestre, segundo dados divulgados hoje pelo escritório federal de estatísticas. O Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia da Europa teve expansão de 0,2% entre julho e setembro ante o segundo trimestre, em linha com as expectativas, mas abaixo das taxas registradas nos trimestres anteriores.
A Alemanha cresceu a um ritmo de 0,3% no trimestre até junho e 0,5% nos três meses até março. Os dados são ajustados pela inflação e consideram efeitos sazonais e de calendário.
Na comparação anual, o PIB alemão teve alta de 0,9% no terceiro trimestre, em termos ajustados pelo calendário, vindo ligeiramente acima da previsão dos analistas, de acréscimo de 0,8%. No mês passado, o governo alemão reduziu sua projeção de crescimento para 2013 a 1%, de 1,6% anteriormente.
Para este ano, a Alemanha elevou sua previsão de expansão do PIB para 0,8%, de 0,7% antes. Informações mais detalhadas sobre o PIB da Alemanha no terceiro trimestre serão divulgadas no próximo dia 23.
*Com informações da AFP e Agência Estado.
MAIS UMA CHACINA-DESTA VEZ EM ARARAQUARA
Cinco são mortos em noite de terror em Araraquara
15/11/2012 - 00h09min
JORNAL O IMPARCIAL-ARARAQUARA
José Augusto Chrispim
Cinco pessoas foram assassinadas a tiros na noite de ontem (14), três rapazes na avenida Prudente de Morais, no bairro do Santana, por volta de 21h45, e um jovem e uma mulher de 44 anos foram mortos pouco tempo depois no Residencial Paraíso, no bairro Jardim Paraíso.
Segundo o apurado no local pela reportagem, as primeiras mortes aconteceram por volta de 21h45, na avenida Prudente de Morais entre as ruas 18 e 19. De acordo com informações passadas à polícia por moradores, um veículo GM/Zafira, de cor prata, teria parado e os ocupantes teriam baleado um rapaz conhecido como “Digão” na calçada e, em seguida, baleado os outros dois que não tiveram tempo nem de descer da motocicleta Honda/Titan, de cor preta. Os atiradores estariam usando capuzes para não serem identificados. Uma equipe do SAMU foi acionada, mas já encontrou os jovens sem vida.
Havia várias cápsulas de pistola espalhadas pela rua, que foi fechada por várias da Polícia Militar e pelos agentes de trânsito. Um grande número de pessoas acompanhou o trabalho da polícia, mas ninguém quis dar informações sobre os atiradores.
Por volta de 10h15, enquanto a polícia periciava o local do crime, outra ocorrência envolvendo pessoas atingidas por disparos de arma de fogo foi passada na rede e várias viaturas se deslocaram ao Residencial Paraíso, onde a faxineira Ednair Cândido da Silva, de 44 anos, e um jovem identificado preliminarmente apenas como “Charba” haviam sido mortos a tiros.
Segundo o filho da vítima, um jovem de 17 anos, a mãe foi morta enquanto fazia um pedido de pastéis no carrinho de lanches que existe no local. “Minha mãe foi pedir pra mulher fazer mais um pastel e derrepente o carro prata parou e os caras encapuzados desceram atirando, eles nem anunciaram assalto nem nada, já chegaram atirando. Eu e outras oito pessoas que estavam próximas do carrinho corremos e conseguimos nos salvar, minha mãe e o rapaz ficaram e foram assassinados. Minha mãe mesmo ferida correu e se escondeu dentro do carrinho, mas o cara voltou e atirou na cabeça dela. Preferia que tivesse sido em mim os tiros”, contou o filho de Ednair à reportagem de O Imparcial.
Até o fechamento desta edição por volta de 23h50, as outras vítimas ainda não haviam sido identificadas. A Polícia Científica periciou os locais dos crimes para tentar encontrar alguma coisa que leve aos autores.
A Polícia Civil vai investigar se existe ligação entre as mortes e se o que teria motivado os homicídios seria uma disputa pelo controle de tráfico no bairro do Santana, já que a região possui vários pontos de venda de drogas.
JORNAL A TRIBUNA IMPRESSA - ARARAQUARA
Quarta, 14 de Novembro de 2012 às 22h26 ( Atualizado em 15/11/2012 às 00h07 )
Cinco são executados em noite violenta na cidadeTrês mortes foram registradas no Santana e outras duas no Jardim Paraíso; intervalo entre os crimes foi de vinte minutosPor Gabriela Martins/Micheli Valala
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Foto: Fernando Martins
Uma mulher e quatro homens foram executados em pouco mais de vinte minutos de intervalo, na noite de hoje, em Araraquara. A primeira execução foi registrada na Avenida Prudente de Morais, no Santana, por volta das 22h, quando três moradores do bairro foram atingidos por diversos disparos. Dois dos homens estavam em uma moto, enquanto o terceiro estava na calçada.
De acordo com um morador que preferiu não se identificar, um veículo prata e um preto passaram atirando. "Eles subiram a via atirando, foram mais de vinte vezes. Ficamos com medo e corremos para dentro", conta. Suspeita-se que seja um Palio e um Meriva.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Unidade de Resgate (UR) Corpo de Bombeiros foram acionados, mas nada puderam fazer. O médico do Samu confirmou as mortes.
Outra ocorrência
Cerca de 20 minutos depois, duas outras pessoas foram mortas com diversos tiros em um quiosque de pastel no Jardim Paraíso. No local um veículo com as mesmas características da ocorrência anterior, passou atirando e um homem e uma mulher, Edinair Cândido da Silva, de 44 anos, que estavam no estabelecimento.
"Minha mãe chegou em casa e me chamou para comer pastel. Fomos lá pedir, e acabei voltando para o apartamento para falar com meu amigo que estava nos visitando. Quando estava descendo a escada só ouvi os tiros. Eles atiraram por diversas vezes contra o quiosque e como minha mãe ainda se mexia eles voltaram e atiraram na cabeça dela", contou o filho da vítima, de 17 anos.
Novamente o Samu e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas não puderam socorrer as vítimas que morreram instantaneamente. Agentes de trânsito e a Guarda Municipal auxiliaram no isolamento da área até que a Polícia Militar registrasse a ocorrência e a perícia da Polícia Civil pudesse realizar seu trabalho.
TV ARA - MAGDALENA
segunda-feira, novembro 12, 2012
sábado, novembro 10, 2012
sexta-feira, novembro 09, 2012
MAIS UM ESCÂNDALO
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